
A Agência Internacional de Energia, conhecida pela sigla IEA, divulgou nesta quarta-feira, dia 14 de outubro, o seu Relatório do Mercado de Petróleo referente a outubro, e o recado é preocupante: a escassez de diesel no mercado mundial pode persistir até bem avançado o ano de 2027.
No documento, a IEA destaca que, apesar da demanda menor, o mercado de petróleo deve continuar deficitário até o fim do ano, com a oferta de destilados médios — de onde vem o diesel — permanecendo apertada por muito tempo ainda.
A agência aponta dois grandes vilões para esse cenário: os conflitos no Oriente Médio e a guerra entre Rússia e Ucrânia. Segundo o relatório, esses conflitos criaram um desequilíbrio global entre o que é produzido e o que o mundo precisa de petróleo, e a queda na produção dos países envolvidos foi "apenas parcialmente" compensada por outras fontes.
O próprio relatório reconhece os efeitos econômicos da situação. A IEA afirma que os preços recordes do diesel já estão gerando amplas consequências ao elevar o custo de mercadorias, impactar a renda real, a atividade econômica e a inflação em vários países.
Um exemplo citado são os Estados Unidos, onde a inflação de setembro veio acima do esperado, com alta de 0,6% no mês e acumulando 3,7% no ano. Os combustíveis tiveram papel importante nesse resultado, com a gasolina subindo 9,1% no acumulado do ano.
No Brasil, diante do risco de desabastecimento e de pressão inflacionária, o governo federal publicou na terça-feira (13/10) uma portaria regulamentando o adicional de R$ 1,40 por litro do diesel rodoviário. A medida havia sido anunciada na sexta-feira anterior, dia 9 de outubro.
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