
A China anunciou, nesta segunda-feira, 12 de outubro de 2026, sanções contra dois ministros de países que mantêm relações diplomáticas com Taiwan. Os alvos são Gustavo Villate, ministro das Comunicações do Paraguai, e Francis Fonseca, chanceler de Belize. O Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que as medidas buscam proteger a soberania, a segurança e os interesses de desenvolvimento do país, e que o governo pretende combater ações que promovam a independência de Taiwan, ilha que Pequim considera parte do seu território.
As sanções incluem congelamento de eventuais ativos dos dois ministros em território chinês, proibição de entrada no país e restrição de cooperação com pessoas e organizações chinesas. Apesar disso, as medidas tendem a ter efeito prático limitado, já que autoridades de países aliados de Taiwan raramente viajam à China. O caráter da iniciativa é, portanto, principalmente simbólico.
Paraguai e Belize integram o grupo de 12 países que ainda mantêm relações oficiais com Taiwan. Nos últimos anos, a China intensificou a pressão sobre a ilha, com envio frequente de aeronaves e navios militares para áreas próximas. Países como Nauru, Honduras e Nicarágua já romperam com Taiwan e passaram a reconhecer Pequim. Os aliados restantes da ilha estão concentrados na América Central, no Caribe, no Pacífico Sul, além de Essuatíni, no sul da África, e a Cidade do Vaticano.
No sábado, 10 de outubro, o presidente de Taiwan, Lai Ching-te, disse em discurso pelo Dia Nacional que o governo valoriza a paz, mas não abrirá mão da liberdade. Segundo ele, o aumento dos gastos militares visa impedir um conflito com a China, e não provocar Pequim.
Fonte: Poder360




